vista para a cidade – Nam Dger Apartment

O Nam Dger Apartment, localizado na Nam Tower, no coração de Tel Aviv, Israel, é projeto do escritório Gerstner Architects.
Com design moderno e atemporal, o apartamento duplex conjuga interiores elegantes, uma paleta de cores neutra e mobiliário de design minimalista.

O ponto de destaque do apê é uma escada de ferro escultural, que eu, particularmente, adorei e que já me deu a ideia de uma escada no mesmo estilo, só que em bronze, para um dos meus projetos.

No mezanino estão localizadas as áreas privadas, uma suíte master e um berçário.
As enormes janelas na parte frontal do apartamento têm vista para o cenário urbano agitado que se desenvolve no exterior; e se estendem para um pátio espaçoso, com aconchegante piso de madeira, que seria para mim o lugar mais perfeito do mundo para desenhar, projetar e me manter inspirada.

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retiro ecológico – DAR HI

Projeto do designer francês Matali Crasset, o Hotel ecológico Dar Hi, é composto por oito torres individuais com vista para o deserto de Nefta, na Tunísia.

Inspirado nas tradicionais cidadelas do deserto da Tunísia, suas elevadas torres são protegidas por muros e seguem as cores das habitações tradicionais do deserto, ocre e areia. O hotel é articulado em torno de noções de bem estar e retiro ecológico, criando um ambiente inesperado e mágico.
“Dar Hi não é um hotel ou um spa, mas um lugar onde se pode experimentar os benefícios de um retiro ecológico e espiritual a poucas horas de Paris e no meio do deserto.” Matali Crasset

No Dar Hi os próprios habitantes da vila cuidam da “casa”. Os jardineiros cuidam do jardim que é a fonte principal de frutas e vegetais. Os cozinheiros propõem uma variedade de pratos simples e locais. Nada de alta gastronomia, produtos importados, menos ainda a famosa culinária para turistas; mas um complexo auto-suficiente, capaz de abordar o desenvolvimento local.

 “Eu concebi uma arquitetura que está voltada para o interior quando apreciada de fora e voltada para o exterior quando apreciada de dentro…”
“As formas arquitetônicas seguem o movimento da areia, emergem do deserto como uma miragem.” Matali Crasset

As elevadas torres são dispostas de acordo com a exposição solar e o panorama; elas se elevam sobre o muro para oferecer diferentes cenários e vistas. O designer criou três áreas diferentes: as torres, as dunas e os “trogloditas”, cada uma das possibilidades têm interação tanto com o deserto circundante, quanto com o complexo (terraço, piscina e etc).

Como esse post acabou ficando muito extenso, eu decidi dar essa quebradinha pra não ocupar muito espaço na página inicial do blog, mas continuem lendo pra descobrir e entender melhor as maravilhas do DAR HI! 

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repensando a habitação social – Carabanchel Housing

O Carbanchel Housing é um Condomínio Residencial de interesse social projetado pelo escritório Dosmasuno Arquitectos como parte do plano de revitalização do distrito de Carabanchel, em Madri, Espanha. O residencial se relaciona diretamente com um bosque existente no bairro, através de um encadeamento de espaços públicos. Esse fácil acesso a espaços públicos de lazer e a uma área verde compensa a ausência desses componentes dentro dos limites do projeto.

Para se adequar a essa configuração urbana, as habitações são compactadas em uma parte do edifício, em uma única peça linear. Em busca do genius loci, os arquitetos definiram cuidadosamente as vistas e a melhor orientação, de forma que o leste e o oeste pudessem compartilhar a porção sul, demarcando as fronteiras da edificação, tornando os ambientes internos mais reservados e determinando a fachada.

As unidades de dois e três quartos são introduzidas no núcleo, antes linear e invariável, através da adição de “peças” de forma programada. Essas peças (que são as próprias unidades) modificam o exterior do núcleo, criando uma nova fachada, muito mais dinâmica. Dessa forma a ordem criada pelo núcleo linear é bagunçada e este, transformado em um volume inconstante com sensação de deslocamento. Este núcleo é acomodado à malha urbana, se relacionando diretamente com a rua, enquanto as tais adições se desenvolvem na porção contrária, mais resguardadas e protegidas do movimento da via. Suas áreas principais, as salas de estar e dormitórios, são empilhadas fora do núcleo de forma aparentemente desordenada até o limite sul. Já as áreas de serviço são acomodadas na parte traseira do complexo, onde a fachada é linear e defronta a rua. Essa parte recebe uma malha de alumínio com peças móveis sobre as janelas, com a função de insulação. Os apartamentos do Carabanchel Housing são projetados como “máquinas de morar”, com espaços desenhados para se adequar perfeitamente a esse conceito; as áreas de transição entre ambientes são reduzidas ao mínimo necessário. Seu processo construtivo respondeu a uma necessidade de otimização industrial. Este sistema industrializado facilita o processo construtivo, evitando desperdícios e acelerando o tempo de implementação. A estrutura é construída em concreto a partir de um único molde de alumínio de alta precisão, que permitiu aos arquitetos brincar e experimentar com a forma, e inovar o conceito de habitação social.

charme industrial – Veronica People’s Club

É engraçado fazer um post sobre um bar que agora está fechado; que nem eu e nem vocês vamos poder visitar um dia e ver de perto tudo que eu mencionar e mostrar aqui. Mas eu simpatizei muito com esse projeto e, mesmo ele sendo um zumbi agora, fiquei com vontade de escrever sobre ele.


O Veronica’s People Club era um bar no norte do Brooklyn com um espaço externo super aconchegante e uma walk-up coffee window – pra quem não sabe: é basicamente o mesmo conceito do drive-thru, só que ao invés de dirigir até a janelinha, você caminha até ela – muito conveniente.

A Reforma foi desenvolvida pelo escritório Fabrica 718 em parceria com a proprietária, uma artista plástica, e a sua equipe. Juntos eles projetaram uma nova fachada, um interior apaixonante, na minha opinião, e um pátio nos fundos.
O espaço precisaria de muitos reparos e modificações estruturais significantes para possibilitar a construção de um bar num edifício de 1890.

Um novo sistema de vigas e colunas, com as fundações no porão, permitiu que o interior fosse mais amplo.
O espaço ganho abaixo da escada logo na entrada foi usado para acomodar bancos embutidos (eu não sei se existe uma palavra na nossa língua pra traduzir exatamente o que eles são, mas sabe aquelas mesas de restaurante, muito comuns em steak houses, onde parte dos assentos são como um grande sofá fixado ao chão e/ou à parede? pois é) construídos com skatelite, um material extremamente durável e flexível, usado pra construir pipes, half-pipes e quarter-pipes em pistas de skate.

Uma atmosfera única foi criada graças ao uso de materiais industriais reaproveitados, que fazem referência ao passado do Brooklyn.
Os clientes têm a sensação de estar entrando num estúdio de arte aberto.
Eu sou suspeita pra falar, porque, quando se trata de interiores, esse estilo meio industrial é, sem dúvida, meu preferido, mas eu adorei esse projeto em cada detalhe.

A parte da iluminação, inteiramente personalizada, inclui um “V” feito de lâmpadas fluorescentes e com acabamento de pintura automotiva, que serve de letreiro para o bar.

Cadeiras escolares dos anos 50 foram reutilizadas no balcão do bar e luminárias de mesas escolares foram também reutilizadas para montar o sistema de iluminação principal do bar, totalmente custom.

 Um pendente feito de metal reciclado é o único objeto pendurado no teto.

No pátio externo que fica nos fundos do edifício, nós teríamos encontrado uma ponte, assentos cobertos e um “telão”, se tivéssemos tido a oportunidade de ir lá. Uma pena.

Para visualizar a planta, algumas perspectivas e o esquema dos bancos feitos de skatelite, continue lendo…

simbiose espacial – NEU 31

O NEU 31 é um edifício híbrido, com unidades residenciais e escritórios, localizado em Viena. Projeto do escritório Superblock; compreende quatro andares – dois escritórios com vista para a rua e quatro apartamentos com vista para o bosque adjacente.

Seguindo o conceito de estruturas espaciais sobrepostas, abertas tanto para o exterior quanto para o interior, unidades residenciais e escritórios se relacionam simbioticamente no mesmo espaço e por todas as partes da edificação.
Os arquitetos criaram um volume diáfano de quatro níveis que pudesse integrar todas as funções de habitar e trabalhar, respeitando a privacidade.
Todos os quartos e apartamentos estão interligados uns aos outros e se abrem não apenas para a área externa, como também para a área interna.
Isso quebra radicalmente o clássico esquema da planta em cubo, que tem quatro paredes como limite.

Paredes internas foram extrudadas na área do jardim para criar varandas e um dossel.
O centro da edificação é um pátio aberto; suas vidraças conectam visualmente todos os andares e fornecem luz solar aos interiores. Uma passagem corta todo o pavimento térreo e leva a esse pátio, que tem acesso aos escritórios e apartamento.

 

Ambos os apartamentos do andar superior foram planejados com dois andares, providos de uma cobertura de vidro na parte superior, que fornece luz do dia para os ambientes inferiores.

A localização na Neuwaldegger Straße combina a cidade com o campo em uma pequena faixa de terra. A fachada norte do edifício tem vista para uma via movimentada e a fachada sul tem vista privilegiada para os Bosques de Vienna.

Todos os apartamentos têm espaçosos terraços sul de dois andares, que se abrem para o jardim.
Devido às áreas com janelas evidraçadas no pavimento térreo, o ambiente externo da rua ganha de presente um cenário incrível.

A fachada “escama de peixe” que defronta a Neuwaldegger Strasse é revestida por telhas dobráveis de alumínio que a cobrem inteiramente – do cume do telhado ao solo.

Graças ao jardim frontal, não é necessário sarjeta; o edifício se limpa sozinho sempre que chove por meio dos beirais sem tubulação.


Para visualizar as plantas e cortes, continue lendo…
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verão ao estilo sueco – Hölick Sea Resort

Os arquitetos projetaram esta cabana de madeira como parte do camping Hölick Sea Resort, em Hudiksvall na Suécia. O tradicional camping fica localizado numa floresta de pinheiros na costa norte da cidade. Dispõe de 22 cabanas/chalés construídas em madeira e vidro, usando métodos tradicionais suecos.


O projeto propõe um conceito completo de estilo de vida, serviços e experiências – incluindo natureza, trilhas, pontes, projeto de iluminação, sinalização e os chalés – afim de alcançar uma experiência integral, mantendo a sensação de privacidade dos hóspedes.


As vinte e duas casas são construídas totalmente em madeira, se inspirando nas tradicionais cabanas do camping e usando o, também tradicional, Faltak – um telhado de madeira típico da Suécia – afim de alcançar uma aparência de madeira homogênea.


Os interiores são luminosos e espaçosos, planejados para aproveitar o verão ao estilo de vida sueco.


Para visualizar as plantas, fachadas e cortes, continue lendo…
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inovando na forma e na função – The Carve

Eu estava procurando um projeto “de peso” para ser o primeiro post desse blog.
Lendo sobre tantos projetos por dia, é difícil escolher um ao invés de outro para falar sobre, porque felizmente nosso mundo está cheio de arquitetos e engenheiros geniais, que conseguem concretizar projetos geniais. Aparentemente, a maior parte deles vive em países escandinavos…

Uma das muitas provas disso é o The Carve, um complexo de 15 andares, que juntamente com outros arranha-céus compõe o Projeto Barcode – parte do programa de redesenvolvimento da orla de Bjørvika, um bairro no centro de Oslo, capital da Noruega, para transformá-lo no novo distrito econômico da cidade.


Assinado pelo escritório norueguês A-Lab, o arranha-céu de 15 andares cumpre as exigências do plano diretor que prevê o seu uso comercial e residencial e ainda a criação de áreas de convivência.

No processo de desenvolvimento da forma, que eu particulamente acho o pulo do gato desse projeto, o conceito de pixels que orienta o Barcode Project foi aplicado na criação de uma estrutura escalonada no topo do edifício, da qual foi subtraída uma pequena parte, quase como se fossem retiradas peças de um lego; e dessa subtração – que tornou a massa da edificação mais leve e dinâmica – surgiram jardins e um terraço coberto  com vistas para as montanhas e os fiordes.

No térreo e no primeiro pavimento, outra “peça de lego” foi retirada do volume, criando uma passeio público e entradas para os andares residenciais do edifício. Nesse passeio desenvolve-se uma via que conecta todos os prédios do Barcode Project e leva à estação ferroviária de Oslo e ao centro da cidade.

 Eu admiro o cuidado com a manipulação das vistas e a criação desses espaços relax, tanto nos andares residenciais como nos níveis de escritórios, organizados ao redor de jardins cobertos.

 Os andares business seguem o mesmo padrão adotado no edifício vizinho MVRDV, de escritórios celulares, que permitem uma grande variedade de layouts, e break ou spaces (lugar onde os funcionários dão uma pausa das atividades) enormes e bem planejados.
Os andares residenciais são dispostos em camadas para criar jardins suspensos em cada pavimento, muitos desses jardins oferecem vistas para o Fiorde de Oslo.

 A fachada do The Carve é revestida com placas não retilíneas de mármore branco, que dão a ilusão de uma superfície tridimensional.

 Esse revestimento espesso garante que os espaços sejam bem isolados, mas também admite que a luz do sol permeie os interiores.
Para contrastar com o mármore, os cortes e as subtrações na fachada são cobertos por painéis de madeira.


 “Pegando emprestado a analogia do corpo humano, a materialidade do edifício pode ser analisada em três camada: pele, músculo e osso…” na palavra dos arquitetos.

“O mármore branco espanhol representa a pele. As incisõ na forma revelam as superfícies revestidas por painéis de madeira – o músculo. E, por último, a abertura no jardim coberto expõe a estrutura de aço – os ossos, transmitindo as forças verticais de volta para o chão.”

CORTE

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